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27.04.2026 05:52 PM
Empresas britânicas indicam os maiores aumentos de preços em dois anos.

Enquanto isso, à medida que a libra esterlina continua a subir em relação ao dólar americano, pesquisas do Banco da Inglaterra mostram que as empresas britânicas estão planejando os maiores aumentos de preços dos últimos dois anos. Embora o choque energético causado pela guerra com o Irã ainda não tenha resultado em exigências mais fortes nas negociações salariais, muitas empresas demonstram grande preocupação.

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Segundo dados do Banco da Inglaterra, em abril as empresas britânicas passaram a demonstrar maior preocupação com os preços futuros, esperando alta de 4,4% no próximo ano. Esse nível está claramente acima das projeções de março, quando a expectativa era de 3,7%. Esse aumento significativo nas expectativas de inflação está diretamente ligado ao atual cenário geopolítico.

A elevação dos preços da energia, impulsionada pela escalada no Oriente Médio, exerce pressão relevante sobre a economia global. As interrupções no fornecimento de petróleo e de outras fontes energéticas comprometem o funcionamento normal dos mercados, obrigando as empresas a incorporar possíveis variações de preços em seus planejamentos. Custos energéticos mais altos tendem, por sua vez, a ser repassados aos preços finais de bens e serviços.

Além disso, as empresas projetam que a inflação cheia atinja 4% até o final do ano. Esse patamar é o dobro da meta de 2% do Banco da Inglaterra, o que torna mais desafiadora a tarefa de estabilizar a economia. Nesse contexto, ancorar as expectativas inflacionárias e conter a alta generalizada de preços tornam-se prioridades para a autoridade monetária, diante de pressões externas crescentes.

É possível que, após a próxima reunião do Banco da Inglaterra, surjam indicações de ajustes na política monetária. Os resultados da nova pesquisa provavelmente serão considerados pelos formuladores de política ao definir as taxas de juros na reunião de 30 de abril.

No que diz respeito aos salários, o relatório DMP aponta que o conflito, até o momento, teve impacto limitado sobre o mercado de trabalho. As empresas elevaram apenas marginalmente suas expectativas de crescimento salarial, para 3,5% no próximo ano, ante 3,4% anteriormente. Segundo autoridades do Banco da Inglaterra, a maioria dos acordos salariais para 2026 já foi definida, com aumentos médios próximos de 3,5%. Assim, no curto prazo, o conflito no Oriente Médio não deve afetar de forma relevante a renda das famílias. No entanto, há o risco de que um aumento mais expressivo nos preços da energia passe a influenciar de forma mais significativa as negociações salariais ainda este ano e em 2027.

O Banco da Inglaterra já avalia que as empresas devem repassar ao menos parte dos aumentos de custos — realizados ou esperados — aos consumidores, uma vez que as margens de lucro foram significativamente pressionadas. Ao mesmo tempo, há preocupação de que preços mais elevados prejudiquem a demanda, especialmente no caso de bens e serviços não essenciais.

Como mencionado anteriormente, a libra esterlina continua, por ora, sustentando seu desempenho no mercado cambial.

Perspectiva técnica para o GBP/USD

Quanto ao cenário técnico atual do GBP/USD, os compradores da libra esterlina precisam superar a resistência mais próxima em 1,3555. Somente isso permitirá mirar o nível de 1,3585, acima do qual um rompimento será bastante difícil. O alvo mais distante estaria na região de 1,3915.

Em caso de queda, os vendedores tentarão assumir o controle em 1,3515. Se forem bem-sucedidos, o rompimento desse intervalo representará um golpe significativo nas posições compradas e poderá levar o GBP/USD à mínima de 1,3480, com perspectiva de extensão até 1,3445.

Jakub Novak,
Analytical expert of InstaTrade
© 2007-2026

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