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Dados recentes mostram que o hashrate do Bitcoin voltou ao maior nível em sete meses, mesmo com as maiores mineradoras de capital aberto redirecionando parte de sua capacidade para a inteligência artificial (IA). A média de sete dias superou 1 zettahash por segundo (1.000 exahashes), atingindo o nível mais alto desde 3 de março. Isso sugere que a capacidade transferida para a IA foi rapidamente compensada e que a concorrência entre os mineradores que permaneceram no setor não diminuiu.
Esse movimento também se reflete na dificuldade de mineração, que aumentou 5,92%. A BlocksBridge ressalta, porém, que a migração de capacidade para a IA é significativa. A empresa já havia registrado uma queda de 23% no hashrate realizado das mineradoras de capital aberto, enquanto a receita dessas empresas com IA e computação de alto desempenho cresceu 52% em relação ao trimestre anterior. Estima-se que o valor dos equipamentos liberados tenha sido de aproximadamente US$ 1,5 bilhão.
Uma possível explicação para a recuperação da capacidade de mineração é o mercado secundário: mineradores de pequeno e médio porte compram equipamentos usados de grandes operadores. Para quem tem acesso a energia barata, máquinas usadas podem ser mais econômicas do que equipamentos novos. Ainda não está claro qual parcela dos equipamentos vendidos veio de empresas de capital aberto nem quanto desse material efetivamente retornou à rede de mineração.
Alguns participantes do mercado interpretam o aumento da capacidade como um sinal indiretamente positivo para o preço do Bitcoin. Um hashrate mais elevado significa maior segurança para a rede e fundamentos mais sólidos para o Bitcoin como reserva de valor. Vale lembrar que, entre os argumentos apresentados recentemente contra o início de um novo mercado de baixa, a expansão da capacidade de mineração (miner build-out) foi um ponto importante. A aceleração atual da dificuldade de mineração reforça essa visão, mas o preço ainda não reagiu. O Bitcoin é negociado em torno de US$ 81.800, abaixo da máxima da semana, próxima de US$ 85.000.
Acredito que, nas próximas semanas, o aumento da dificuldade de mineração afetará primeiro os mineradores menos competitivos, com altos custos de eletricidade e equipamentos mais antigos. Eles precisarão vender as moedas mineradas com mais frequência, aumentando a oferta no mercado justamente quando os compradores já estão cautelosos. No entanto, no médio prazo, uma taxa de hash persistentemente elevada, combinada com o crescente interesse institucional nas empresas de mineração, é um fator favorável ao Bitcoin. Espero que o mercado comece a incorporar esse cenário aos preços após a decisão do Fed na próxima semana.
Análise técnica e recomendações:
Panorama técnico do Bitcoin: No momento, os compradores buscam recuperar o nível de US$ 82.800, o que abriria caminho para US$ 84.500 e, em seguida, para US$ 87.100. Um rompimento desse último nível sinalizaria uma tentativa de retomada do mercado de alta.
No cenário de baixa, espera-se que os compradores defendam o nível de US$ 80.900. Se o Bitcoin voltar a ser negociado abaixo dessa região, o BTC poderá recuar rapidamente até US$ 78.800. O alvo mais distante do movimento de baixa está em torno de US$ 76.900.
Panorama técnico do Ethereum. Uma sustentação clara acima de US$ 2.417 abriria caminho direto para US$ 2.508. O alvo mais distante na alta é a máxima próxima de US$ 2.600; um rompimento desse nível indicaria fortalecimento do sentimento de alta e retomada do interesse dos compradores.
No movimento de baixa, espera-se a entrada de compradores em US$ 2.339. Um retorno do ETH para abaixo dessa região poderia levar rapidamente o ativo a US$ 2.274. O alvo mais distante na queda ficaria em torno de US$ 2.231.
O que pdoemos ver no gráfico:
- As linhas vermelhas indicam níveis de suporte e resistência, nos quais se espera uma desaceleração do preço ou um crescimento acentuado;
- As linhas verdes indicam a média móvel de 50 dias;
- As linhas azuis indicam a média móvel de 100 dias;
- As linhas verdes claras indicam a média móvel de 200 dias.
Um cruzamento, ou um teste de preço das médias móveis, normalmente interrompe o movimento ou gera um novo impulso no mercado.