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Ao mesmo tempo, o mercado cripto está sob pressão: as preocupações com a inflação e a retórica hawkish do Fed obrigam os investidores a agir com cautela antes da reunião do regulador.
Apesar da turbulência nos mercados, o "dinheiro inteligente" está fluindo para setores promissores: a indústria de IA se prepara para um IPO recorde, e a entrada da Apple no mercado de telefones dobráveis ameaça remodelar todo o panorama da eletrônica de consumo.
Neste resumo, analisamos quatro eventos importantes da semana que estão definindo a agenda.
Os mercados esperavam um alívio, mas os diplomatas voltaram a jogar a toalha. Uma reunião que poderia ter sido o primeiro passo para aliviar as tensões em torno do Estreito de Ormuz foi inesperadamente adiada. Para os traders, isso significa uma coisa: o prêmio geopolítico nos preços do petróleo permanecerá, pelo menos, até o início da próxima semana de negociação.
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, anunciou o adiamento da reunião regional em Salalah, prevista para segunda-feira, dizendo que a pausa visa "criar condições propícias a um diálogo construtivo". Isso soa elegante, mas, na prática, significa que as partes não conseguiram sequer chegar a um acordo sobre parâmetros básicos de cooperação. A nova data é incerta.
Teerã e Mascate já trocaram sinais velados. Enquanto Omã permaneceu diplomaticamente evasivo sobre os detalhes, a agência de notícias iraniana Fars — citando o Ministério das Relações Exteriores — disse que a iniciativa de adiar a reunião partiu de "certos países regionais" que pressionaram pelo adiamento.
O segredo a céu aberto veio à tona antes do anúncio oficial: o Bahrein adotou uma postura dura e recusou participar, classificando qualquer tentativa de "apaziguar" Teerã como inaceitável.
A posição do Bahrein é inflexível: o Estreito deve estar livre de taxas, restrições ou autorizações. Além disso, Manama emitiu um ultimato — não haverá reuniões conjuntas com o Irã até que as relações diplomáticas sejam restabelecidas.
Esse boicote efetivamente enterrou a ideia de um amplo consenso regional.
A situação em torno do Estreito de Ormuz — por onde, em tempos de paz, passam cerca de um quinto do petróleo e do GNL do mundo — tem sido explosiva há sete meses, desde o início da campanha dos EUA e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.
O principal ponto de impasse é o dinheiro. Teerã propôs, na prática, a criação de uma "taxa de passagem" para as embarcações. Omã, atuando como mediador, tentou suavizar a proposta com um modelo de pagamento voluntário limitado aos serviços de segurança da navegação.
Nenhum acordo foi alcançado. Também é digno de nota que Washington vem atuando nos bastidores: segundo relatos disponíveis, os EUA estão sabotando uma abordagem centrada no Estreito de Ormuz, insistindo que quaisquer contatos com Teerã se concentrem exclusivamente em seu programa nuclear, e não na logística.
Enquanto os diplomatas não avançam, os traders lucram. O Brent permanece confortavelmente acima do nível psicológico de US$ 100 por barril. O mercado já havia precificado um prêmio de risco relacionado à oferta, e o anúncio de domingo sobre o adiamento das negociações apenas consolida esse sentimento altista.
O avanço diplomático, que já vinha sendo irregular, voltou a dar lugar à incerteza — e a incerteza é a melhor amiga da volatilidade.
O mercado cripto está novamente em retração, e um dos favoritos da semana — o XRP — foi particularmente atingido. No sábado, 12 de setembro, o token caiu para US$ 1,35, acumulando recuo de cerca de 7% na semana. O pânico não decorre dos fundamentos do XRP, mas de desdobramentos macroeconômicos: os traders aguardam nervosamente a reunião do Federal Reserve em 16 de setembro.
As vendas se aceleraram após dois choques consecutivos de inflação. Em 11 de setembro, o Bureau of Labor Statistics (BLS) dos EUA informou que o índice de preços ao consumidor subiu 0,4% em agosto na comparação mensal, com ajuste sazonal, enquanto o CPI núcleo (excluindo alimentos e energia) avançou 0,3% — 0,1 ponto percentual acima das expectativas dos analistas.
O mercado reagiu imediatamente. Os mercados de previsão, como a Polymarket, elevaram a probabilidade de uma alta de 25 pontos-base pelo Fed de aproximadamente 57% para 83%.
Vale lembrar que a meta para a taxa dos fundos federais permaneceu em 3,50–3,75% ao longo de 2026. Elevá-la para 3,75–4,00% seria um verdadeiro banho de água fria para o mercado cripto.
Por que correr o risco de manter "ouro digital" que não oferece rendimento garantido quando os Treasuries dos EUA de 10 anos renderam 4,95% em 10 de setembro, máxima do ano, com praticamente nenhum risco? O custo de oportunidade de manter cripto tornou-se alto demais.
Nesse cenário macroeconômico, o XRP começou a cair mais rapidamente do que o restante do mercado. Ao longo da semana, o XRP recuou 7,1%, enquanto o Bitcoin perdeu 5,2% e o Ethereum, apenas 1,8%.
O sentimento dos participantes do mercado se reflete nas taxas de financiamento dos swaps perpétuos (dados da CoinGlass citados pelo 247 Wall St), que despencaram para -0,0094% — a leitura mais baixista desde 28 de junho. Em termos simples, posições vendidas estão sendo abertas para manter uma exposição baixista, demonstrando convicção em novas quedas.
Ainda assim, é importante lembrar que o XRP apresenta beta elevado: nos 30 dias anteriores, havia acumulado alta de 32,2%, liderando o mercado. Quando o vento muda, sua queda tende a ser proporcionalmente mais acentuada.
Os fluxos institucionais também perderam força: as entradas nos ETFs de XRP à vista secaram após os modestos aportes registrados no início da semana, e os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registraram quatro dias consecutivos de saídas até 11 de setembro.
Especialistas da CCN alertam que, caso o Fed aumente os juros em 25 pontos-base, o Bitcoin poderá registrar uma queda de curto prazo de 1% a 5%, o que provavelmente provocaria um efeito cascata sobre as altcoins.
Um evento de mercado que poderia reescrever os livros de economia está se desenhando: a Anthropic, criadora do modelo Claude, prepara o que pode vir a ser o maior IPO da história — e a Nvidia pode ser o investidor-âncora, pronta para comprometer até US$ 10 bilhões.
Os números são impressionantes. O IPO da Anthropic poderia captar até US$ 100 bilhões e avaliar a empresa em cerca de US$ 2 trilhões. Se o negócio se concretizar, a Nvidia será vista não apenas como a principal fornecedora de hardware para IA, mas também como uma das principais arquitetas financeiras da indústria de IA.
Fontes próximas às negociações alertam que as conversas continuam em andamento e estão sujeitas a mudanças, mas os fundamentos do acordo parecem sólidos. Esse movimento amplia uma relação que já vem se aprofundando: em novembro de 2025, a Nvidia investiu até US$ 10 bilhões na Anthropic, e a Anthropic se comprometeu a comprar cerca de US$ 30 bilhões em capacidade de computação do Azure alimentada por chips da Nvidia.
Reportagens publicadas no fim de agosto pelo The Wall Street Journal revelaram outro acordo impressionante: a Anthropic, com o apoio da Nvidia, concordou com a Lambda em arrendar por 15 anos um data center no Texas, construído pela Hut 8, no âmbito de um contrato de computação em nuvem de US$ 35 bilhões. A simbiose entre as duas gigantes está se aprofundando.
A Anthropic apresentou confidencialmente um formulário S-1 à SEC em 1º de junho. O prospecto é esperado até o fim de setembro, o roadshow poderá começar em meados de outubro, e a listagem está prevista para ocorrer antes das eleições de meio de mandato nos EUA, em novembro.
O crescimento da Anthropic é extraordinário: a receita saltou de cerca de US$ 9 bilhões no fim de 2025 para aproximadamente US$ 65 bilhões no fim de julho de 2026. Em maio, durante uma rodada da série H, a empresa captou US$ 65 bilhões, atingindo uma avaliação pós-investimento próxima de US$ 1 trilhão (US$ 965 bilhões).
Os investidores-âncora — grandes investidores que se comprometem a comprar ações antes da oferta pública — sinalizariam confiança e ajudariam a definir o tom do mercado. Entre os exemplos anteriores estão a Nvidia e a Amazon, que atuaram como investidores-âncora no IPO da Arm, e o PIF da Arábia Saudita, que foi investidor-âncora no IPO da SpaceX. Agora, é a vez da Anthropic.
O dia 9 de setembro de 2026 marcou o momento que a indústria de tecnologia vinha aguardando. O anúncio da Apple de seu primeiro iPhone dobrável caiu como uma bomba. Os fiéis fãs da Samsung estão entre os mais surpreendidos e, ao mesmo tempo, entre os maiores beneficiados — agora, aguardam ansiosamente para ver como a gigante sul-coreana irá reagir.
O iPhone Duo, com preço de US$ 1.999 e lançamento previsto para 23 de outubro, marca o fim da postura passiva da Apple em relação ao segmento de dobráveis. Anos de domínio da Samsung, do Google e das marcas chinesas chegaram ao fim — pelo menos essa é a visão de alguns. Como destacou o SamMobile, "nenhuma concorrência se compara à concorrência da Apple". As discussões no Reddit sobre a resposta planejada pela Samsung, supostamente o Galaxy Z Fold 9, explodiram.
A Samsung não pretende se render sem lutar. Segundo a Reuters, a empresa lançou uma agressiva campanha de marketing, enfatizando sua liderança em hardware e seu pioneirismo no segmento.
Os dados de uso mostram que o campo de batalha está bem preparado: segundo a CNBC, o número de usuários do iOS que migraram para o Fold 8 cresceu 1,6 vez em relação à geração anterior, enquanto, nos EUA, um em cada três compradores do Galaxy Z Flip 8 usava anteriormente celulares de marcas concorrentes.
Os analistas estão fazendo as contas: a TrendForce projeta que a Samsung enviará cerca de 7,1 milhões de smartphones dobráveis em 2026, o equivalente a 35,1% de participação de mercado. Especialistas estimam que a Apple poderá vender 5 milhões de unidades do iPhone Duo e conquistar imediatamente 24,8% do mercado. A rápida entrada da Apple no segmento colocaria enorme pressão sobre a Samsung e a obrigaria a apresentar uma resposta à altura com o Fold 9.
A influência da Apple vai além do hardware. A Notebookcheck observou que a animação de abertura do aparelho dobrável da Apple é tão impressionante que os fabricantes chineses já estão correndo para imitá-la.
O que os fãs da Samsung esperam do Fold 9? O retorno do conveniente Flex Mode, melhorias revolucionárias nas câmeras, autonomia recorde da bateria e uma dobra muito menos visível na tela. Mas a SamMobile alerta que o hardware do Fold 9 provavelmente já havia sido finalizado antes do anúncio da Apple. As maiores mudanças podem ficar reservadas para o Fold 10, modelo que marcará o décimo aniversário.
De qualquer forma, a entrada da Apple torna o mercado mais competitivo e leva os dobráveis de um segmento de nicho para o mercado convencional. Isso deverá gerar volatilidade nas ações de tecnologia e criar oportunidades de negociação.
Os instrumentos discutidos aqui — ações da Apple e da Samsung, CFDs de índices de tecnologia e ETFs — podem ser negociados na plataforma da InstaTrade. Abra uma conta e baixe o aplicativo móvel para acompanhar de perto as principais disputas do mercado financeiro neste outono.