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12.08.2026 03:38 PMOs traders estão avaliando simultaneamente as perspectivas de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e aguardando os dados de inflação dos EUA, que podem fornecer novas pistas sobre a trajetória das taxas de juros do Federal Reserve. Ontem, o ministro da Defesa do Paquistão afirmou que os EUA e o Irã estavam próximos de algum acordo sobre o estreito, mas isso ocorreu depois que ambos os lados endureceram significativamente suas posições sobre a gestão dessa via marítima, fundamental para os fluxos globais de energia. A recuperação dos preços do petróleo em meio ao impasse contínuo no Oriente Médio lançou novas dúvidas sobre as perspectivas para a política monetária.
Tudo isso sugere que os traders estão evitando assumir grandes posições antes da divulgação do relatório de inflação: os swaps de taxas de juros indicam que a probabilidade de uma alta de 0,25 ponto percentual no próximo mês está praticamente em 50%. Segundo o consenso dos economistas, o relatório deverá mostrar uma alta de 0,1% nos preços ao consumidor em julho, após uma queda de 0,4% no mês anterior. Após o fraco relatório de emprego divulgado na sexta-feira, uma desaceleração do crescimento dos preços poderia ajudar a reduzir algumas das preocupações com a inflação dentro do Fed. No entanto, a perspectiva de uma política monetária mais agressiva — tradicionalmente negativa para o ouro, que não oferece rendimento — ganharia força caso os preços elevados da energia gerassem pressão inflacionária adicional.
Embora o cenário macroeconômico tenha se tornado mais favorável, ele continua frágil. O dólar mais fraco e a redução das expectativas de novos apertos monetários pelo Fed têm favorecido os metais preciosos. Ainda assim, uma nova pressão inflacionária, outra disparada dos preços do petróleo ou dados econômicos mais fortes nos EUA poderiam rapidamente reacender as expectativas de alta dos juros.
O suporte em torno de US$ 4.200 está se tornando cada vez mais importante, enquanto o principal teste de alta continua concentrado na média móvel de 200 dias, agora pouco abaixo de US$ 4.500.
Quanto ao cenário técnico atual do ouro, os compradores precisam superar a resistência mais próxima, em US$ 4.432. Isso abriria caminho para um movimento em direção a US$ 4.481, nível acima do qual um rompimento será bastante difícil. O alvo mais distante está na região de US$ 4.546.
Em caso de queda, os ursos tentarão assumir o controle de US$ 4.372. Se tiverem sucesso, o rompimento desse nível enfraqueceria significativamente as posições dos touros e levaria o ouro em direção à mínima de US$ 4.304, com possibilidade de atingir US$ 4.249.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.

