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14.07.2026 04:45 PM
US$ 30 milhões por um superpetroleiro: a nova lógica financeira de Trump para o bloqueio do Estreito de Ormuz

O Brent já subiu 2,8% hoje, ultrapassando os 85 dólares por barril pela primeira vez num mês, na sequência de um salto de quase 10% no dia anterior. O WTI estava a ser negociado em torno dos 80 dólares. O gás natural europeu registou uma subida de 3,3%, atingindo o seu nível mais alto em mais de três meses. Assim, o petróleo recuperou para um máximo mensal, reduzindo a queda trimestral anterior de cerca de 30%.

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A alta foi impulsionada pela decisão do presidente Donald Trump de restabelecer o bloqueio a embarcações iranianas que transitam pelo Estreito de Hormuz e de impor uma tarifa sobre todas as demais cargas. A medida prevê uma cobrança equivalente a 20% do valor da carga, o que representa cerca de US$ 30 milhões para um superpetroleiro totalmente carregado. A decisão foi anunciada depois que as forças armadas dos Estados Unidos realizaram mais uma rodada de ataques ao Irã, operação que, segundo informações disponíveis, poderá se estender por vários dias. O Centro Conjunto de Informações Marítimas (United Maritime Information Center) informou que o Comando Central dos EUA iniciaria o bloqueio de todos os portos e áreas costeiras iranianas na terça-feira, às 16h (horário de Nova York).

Embora o Irã tenha conseguido exportar pelo menos 57 milhões de barris de petróleo durante o curto intervalo entre os dois bloqueios navais impostos pelos Estados Unidos, esse episódio evidencia o quanto a reimposição das restrições eleva os riscos para o mercado global de petróleo. Segundo dados de rastreamento marítimo, na última semana seis superpetroleiros sancionados pelos EUA atravessaram o Estreito de Omã em direção ao Golfo de Omã com os transponders desligados, operando efetivamente na chamada "frota sombra".

Trump delineou uma nova lógica financeira para toda a operação de proteção do estreito. Segundo o presidente, os Estados Unidos passarão a receber compensações dos países cuja navegação ajudam a proteger, citando Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait. Trata-se de um elemento inteiramente novo no conflito, que transforma a presença militar norte-americana na região em uma fonte direta de receitas provenientes de seus aliados.

O conflito continua a se desenrolar em várias frentes simultaneamente. As forças iranianas atingiram alvos norte-americanos no Kuwait com drones. Os Emirados Árabes Unidos informaram que dois de seus petroleiros foram atacados em águas territoriais de Omã enquanto transitavam pela rota sul do estreito. Tudo isso indica que o conflito apresenta claros sinais de expansão para muito além do próprio estreito.

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No que diz respeito ao panorama técnico atual do petróleo, os compradores precisam reconquistar a resistência mais próxima, em US$ 81,38. Isso permitirá visar US$ 86,70, nível acima do qual será bastante difícil romper. O alvo mais distante ficará em torno de US$ 92,54. Caso ocorra uma queda no petróleo, os vendedores tentarão assumir o controle acima de US$ 78,70. Se forem bem-sucedidos, uma quebra dessa faixa será um duro golpe para as posições dos compradores e empurrará o petróleo para uma mínima de US$ 76,30, com potencial para atingir US$ 73,80.

Miroslaw Bawulski,
Analytical expert of InstaTrade
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