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O ouro (XAU/USD) apresenta movimentos limitados nesta terça-feira e permanece dentro de uma faixa estreita durante a sessão europeia. O dólar americano recuou de uma máxima de dois meses após Irã e Israel anunciarem, na segunda-feira, a suspensão dos ataques mútuos depois de uma conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump.
Esse desdobramento ofereceu suporte moderado ao metal precioso. No entanto, os participantes do mercado continuam cautelosos e preferem aguardar novos acontecimentos no Oriente Médio, mantendo os preços próximos dos níveis mais baixos desde 23 de março, registrados no dia anterior.
Ao mesmo tempo, os contatos diplomáticos entre os Estados Unidos e o Irã permanecem estagnados devido a divergências significativas sobre o programa nuclear de Teerã. Em particular, Trump enfatizou que qualquer resolução pacífica deve eliminar a possibilidade de o Irã desenvolver armas nucleares. O Irã, por sua vez, continua a exigir o reconhecimento internacional de sua soberania, o controle do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, a retirada das sanções e o desbloqueio de seus ativos. Essas divergências continuam a sustentar um prêmio de risco geopolítico, mantendo a demanda por ativos de refúgio.
Além disso, a atividade de navegação pelo estrategicamente importante Estreito de Ormuz permanece restrita, mantendo elevada a volatilidade nos mercados de energia. Isso aumenta os riscos inflacionários e reforça as expectativas de uma política monetária mais restritiva por parte dos principais bancos centrais, incluindo o Federal Reserve. Segundo a ferramenta CME FedWatch, o mercado atribui atualmente uma probabilidade superior a 70% a um aumento da taxa de juros pelo Fed antes do final do ano. Esse fator mantém elevados os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, limitando a pressão de baixa sobre o dólar e restringindo os ganhos do ouro, que não rende juros.
Os investidores também tendem a permanecer cautelosos antes da divulgação dos próximos dados de inflação dos EUA. Os relatórios do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e do Índice de Preços ao Produtor (PPI) referentes a maio serão divulgados na quarta-feira e na quinta-feira, respectivamente. Esses indicadores são fundamentais para avaliar os próximos passos da política monetária do Federal Reserve e, consequentemente, a direção do dólar americano.
Ao mesmo tempo, os desdobramentos geopolíticos provavelmente continuarão sendo uma fonte adicional de volatilidade e de oscilações de curto prazo para o ouro. De modo geral, as condições fundamentais atuais continuam a favorecer uma perspectiva baixista para o XAU/USD, e quaisquer tentativas de recuperação provavelmente atrairão renovado interesse vendedor.
Do ponto de vista técnico, a consolidação da semana passada abaixo da Média Móvel Simples (SMA) de 200 dias reforçou o sentimento baixista. No entanto, a queda subsequente perdeu força próximo ao nível de US$ 4.260. Portanto, seria prudente aguardar um rompimento decisivo abaixo dessa região antes de considerar novas posições vendidas.
Os indicadores técnicos permanecem em território negativo, sugerindo que os vendedores continuam com vantagem. O Índice de Força Relativa (RSI) aproxima-se da região de sobrevenda, o que limita a atividade vendedora mais agressiva.
O nível de resistência mais próximo está localizado em US$ 4.350, seguido pela resistência próxima à Média Móvel Exponencial (EMA) de 200 dias e ao nível psicológico de US$ 4.400. Acima disso, o ouro encontrará resistência na Média Móvel Simples (SMA) de 200 dias, próxima de US$ 4.435.
Um rompimento acima desse nível ajudaria os compradores a reduzir a pressão baixista atual. Nesse caso, o próximo obstáculo seria a SMA de 20 dias, próxima ao nível psicológico de US$ 4.500.
Essa região continua sendo uma barreira importante que limita o potencial de alta dentro da estrutura predominante de mercado baixista.